Um novo estudo realizado pelo Royal Veterinary College, em Londres, revela que certas raças de cães estão em maior risco de desenvolver hemangiossarcoma, um tipo agressivo de câncer. A pesquisa analisou dados de mais de um milhão de cães atendidos no Reino Unido, destacando o mastim francês como a raça com a maior probabilidade de contrair a doença. O estudo foi publicado na revista científica Veterinary Oncology e visa conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce.
Os pesquisadores descobriram que, além da idade avançada dos cães, a raça também influenciou a incidência do hemangiossarcoma. Os resultados mostram que cães entre 11 e 13 anos apresentaram mais do que o dobro da probabilidade de serem diagnosticados com a doença. Além disso, a pesquisa indicou que cães que residem em áreas mais ricas têm 1,7 vezes mais chances de serem diagnosticados em comparação com aqueles em áreas menos favorecidas.
As implicações dessas descobertas são significativas para a prática veterinária, pois o hemangiossarcoma pode ser desafiador de diagnosticar em estágios iniciais. A autora do estudo, Georgie Barry, ressalta que o conhecimento sobre as raças em risco pode ajudar veterinários a realizar diagnósticos mais precisos, permitindo que os tutores ofereçam o tratamento adequado em tempo hábil. Com isso, espera-se melhorar a qualidade de vida dos animais afetados e proporcionar um suporte mais eficaz aos seus proprietários.


