O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se vê no olho do furacão ao enfrentar um escândalo que pode manchar sua administração a poucos meses do término de seu mandato. Afastamentos recentes de dois oficiais de segurança, o general Miguel Huertas e o diretor de inteligência Wilmar Mejía, surgiram após investigações sobre suas supostas colaborações com Calarcá, um líder guerrilheiro dissidente das Farc, que está em negociações de paz sem avanços significativos.
A investigação revelou uma rede de vazamentos de informações que teria permitido aos guerrilheiros evitar operações militares em áreas de conflito. Além disso, documentos indicam a criação de uma empresa de segurança com a intenção de garantir que os dissidentes pudessem portar armas legalmente. Enquanto Petro tenta descredibilizar as acusações, alegando que a CIA estaria por trás das revelações, a oposição se prepara para capitalizar politicamente sobre a crise, que pode impactar as próximas eleições em 2026.
Com a situação se desenrolando, especialistas alertam que o escândalo pode ter desdobramentos significativos para a estabilidade do governo e para o futuro das negociações de paz. A desconfiança em relação à disposição dos guerrilheiros em abandonar as armas persiste, e figuras como Calarcá são vistas com ceticismo por analistas. A necessidade de uma investigação judicial rigorosa se torna ainda mais evidente para restaurar a confiança pública e a integridade da administração.

