O debate sobre a ‘economia oculta’ no Reino Unido atrai a atenção de políticos de diversas partes, que culpam migrantes por trabalharem ilegalmente e, assim, prejudicarem os trabalhadores britânicos. Este fenômeno, caracterizado por trabalhos não regulamentados, é considerado uma ameaça à segurança nacional. Recentemente, parlamentares discutiram até mesmo o impacto de plataformas como Deliveroo na economia local, refletindo a preocupação sobre como os migrantes estão sendo tratados no mercado de trabalho.
O governo, sob a liderança da ex-secretária do Interior Yvette Cooper, implementou medidas rigorosas para combater o trabalho ilegal, prometendo uma ‘aplicação mais intensa’ das leis em vigor. Propostas como cartões de identificação digital e checagens de direitos trabalhistas foram sugeridas como soluções para impedir que migrantes sem autorização trabalhem. Apesar das intenções, críticos apontam que essas ações podem desviar a atenção das questões econômicas mais amplas que afetam todos os britânicos.
A discussão sugere que o governo vê os migrantes como os principais responsáveis pela economia oculta, o que ignora a pressão financeira enfrentada por muitos cidadãos britânicos. Especialistas alertam que a verdadeira solução envolve abordar as causas subjacentes da economia oculta, que vão além da simples questão do trabalho ilegal. O futuro do debate sobre a economia oculta no Reino Unido dependerá da capacidade de encontrar um equilíbrio entre segurança e dignidade para todos os trabalhadores.

