A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil registrou um aumento de 1,62% em outubro, passando de R$ 8,122 trilhões em setembro para R$ 8,253 trilhões. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional em Brasília, na quinta-feira (27). Esse crescimento se deve, em grande parte, à emissão de títulos vinculados aos juros e à apropriação de juros, que somou R$ 85,23 bilhões no período.
O estoque da DPF foi impulsionado pela emissão líquida de R$ 41,38 bilhões em títulos, com destaque para aqueles atrelados à Taxa Selic. Apesar dos vencimentos significativos de títulos prefixados, os resgates de R$ 119,86 bilhões foram inferiores às emissões. Essa situação reflete uma pressão contínua sobre o endividamento do governo, especialmente com a Selic em 15% ao ano, o que pode complicar a gestão fiscal.
Além disso, a Dívida Pública Federal externa também teve um aumento de 1,17%, alcançando R$ 305,06 bilhões, influenciada pela alta do dólar. O fortalecimento do colchão da dívida pública, que agora cobre 8,81 meses de vencimentos, é um indicativo da estratégia do governo para mitigar riscos financeiros. Com um prazo médio de 4,14 anos, a confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar seus compromissos permanece crucial para a estabilidade econômica.

