Uma recente pesquisa da Genial/Quaest aponta que a direita não bolsonarista já representa 22% do eleitorado brasileiro, quase o dobro da direita que apoia o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se limita a 13%. Os dados revelam que esses eleitores tendem a ter opiniões mais radicais, principalmente em questões de segurança pública, como evidenciado nas respostas sobre operações policiais no Rio de Janeiro.
O deputado Kim Kataguiri, representante da direita não bolsonarista, comentou que seu grupo defende uma abordagem mais rigorosa contra o crime organizado, contrastando com a administração anterior. O cientista político Felipe Nunes acrescenta que a composição demográfica da direita não bolsonarista, majoritariamente de classe média, intensifica a radicalização em relação ao medo da violência, refletindo um descontentamento com as políticas atuais.
A pesquisa sugere que a combinação dos eleitores não bolsonaristas e os que votam em Bolsonaro ultrapassa um terço do eleitorado, criando um cenário propício para candidatos que apresentem propostas mais radicais. Esta mudança no espectro político pode ter implicações significativas para as próximas eleições, especialmente em temas relacionados à segurança pública, que estão em alta na agenda política nacional.

