Desmatamento provoca 28 mil mortes anuais e ameaça saúde global

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Um estudo publicado na revista Nature Climate Change mostra que o desmatamento leva a cerca de 28 mil mortes anuais em todo o mundo. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, revela que a destruição das florestas tropicais provoca um aumento das temperaturas locais, afetando especialmente a saúde das populações em regiões tropicais.

A análise, que contou com a colaboração de pesquisadores da Fiocruz Piauí e de Gana, destaca que as taxas de mortalidade são mais elevadas em áreas da Amazônia, da África e do Sudeste Asiático, onde a perda de cobertura florestal pode ser responsável por até um terço das mortes relacionadas ao calor. Os especialistas enfatizam que a proteção das florestas é crucial não apenas para o meio ambiente, mas também para a saúde humana, já que o aquecimento gerado pela derrubada de árvores pode levar a desidratação e problemas cardíacos, especialmente em populações vulneráveis.

Os resultados do estudo indicam que aumentar a cobertura florestal pode reduzir significativamente as taxas de mortalidade. Em áreas com mais de 50% de cobertura florestal, a mortalidade associada ao desmatamento foi de 42%, enquanto em regiões mais desmatadas chegou a 58%. Portanto, a conservação das florestas tropicais é essencial para mitigar os efeitos do aquecimento global e garantir um futuro mais saudável para as populações afetadas.

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