Desafios éticos da inteligência artificial exigem reflexão moral

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

A autora Nicole Brachetti Peretti defende que a inteligência moral deve estar alinhada com os avanços da inteligência artificial, destacando que a tecnologia não deve substituir a responsabilidade humana. Recentemente, o Papa Leão XIV enfatizou a importância de cultivar discernimento moral entre os desenvolvedores de IA, promovendo sistemas que reflitam justiça e respeito à vida.

A discussão sobre a ética da inteligência artificial é crescente, especialmente com regulamentos em desenvolvimento na União Europeia e nos Estados Unidos. No entanto, as regras sozinhas não são suficientes; a ética deve ser uma parte intrínseca do processo de criação. A autora alerta que a responsabilidade moral não deve ser delegada às máquinas, pois isso pode levar a uma sociedade desumanizada, onde decisões importantes são tomadas por algoritmos sem consideração pela dignidade humana.

Por fim, Brachetti Peretti ressalta que o verdadeiro desafio da era digital é manter a inteligência moral em harmonia com a inteligência das máquinas. A necessidade de um projeto moral que priorize a dignidade humana é fundamental para moldar um futuro em que a tecnologia amplifique, e não diminua, o potencial humano. O cuidado com os valores que incorporamos na tecnologia será essencial para garantir que o avanço não ocorra à custa da consciência.

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