A Hapvida, a maior operadora de planos de saúde do Brasil, está enfrentando uma crise severa que afetou drasticamente seu valor de mercado, que caiu de R$ 110 bilhões em 2021 para aproximadamente R$ 8 bilhões. No dia 13 de novembro de 2025, as ações da empresa sofreram uma queda de mais de 42% após a divulgação de resultados financeiros abaixo das expectativas, intensificando uma crise que se acumulava há anos.
Entre os principais fatores que contribuem para essa crise estão o aumento significativo nos custos operacionais, um índice de sinistralidade médica acima do esperado e um fluxo de caixa operacional negativo. Além disso, as despesas com vendas e administrativas cresceram substancialmente, reduzindo a eficiência operacional da empresa e colocando em risco sua sustentabilidade financeira no longo prazo.
Para tentar mitigar os efeitos dessa crise nas ações, a Hapvida anunciou um programa de recompra de até 70 milhões de ações, embora isso não elimine os desafios operacionais enfrentados pela empresa. O futuro da Hapvida é incerto, e a necessidade de reestruturação e adaptação ao novo cenário do mercado de saúde se torna cada vez mais evidente.

