Cresce uso de zolpidem e especialistas alertam sobre riscos à saúde

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Especialistas das áreas de neurologia, psiquiatria e medicina do sono alertam sobre o uso crescente do zolpidem, que teve um aumento de 139% nas vendas no Brasil entre 2014 e 2021. O consenso, divulgado pela Academia Brasileira de Neurologia, destaca a gravidade do problema e a necessidade de diretrizes claras para o uso desse sedativo, frequentemente comercializado de forma irregular no país.

O zolpidem, que é o terceiro hipnótico mais vendido no Brasil, é frequentemente prescrito para insônia, mas seu uso prolongado pode levar a dependência. Os especialistas apontam que a pandemia e a ampliação das prescrições digitais contribuíram para o aumento do consumo. A Anvisa já implementou um controle mais rigoroso sobre a venda do medicamento, mas os especialistas pedem uma abordagem mais cautelosa e informada no uso desse tipo de fármaco.

Apesar de ser eficaz para insônia aguda, o zolpidem não é recomendado para uso crônico. Especialistas sugerem que a terapia cognitivo-comportamental seja considerada como a primeira linha de tratamento para insônia, além de práticas de higiene do sono que podem melhorar a qualidade do descanso. A conscientização sobre os riscos associados ao uso indiscriminado do zolpidem é essencial para prevenir casos de dependência e promover uma abordagem mais saudável em relação ao tratamento da insônia.

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