CPMI do INSS avalia prisão de presidente da CBPA por falso testemunho

Camila Pires
Tempo: 2 min.

A CPMI do INSS analisa a possibilidade de solicitar a prisão preventiva de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da CBPA, que depõe ao colegiado nesta segunda-feira, 3 de novembro. O senador Carlos Viana, que preside a comissão, afirmou que a omissão de informações por parte do depoente pode resultar em sua prisão ainda na mesma noite. A investigação se intensifica à medida que surgem contradições nas declarações do presidente da entidade.

Durante o depoimento, Abraão Lincoln defendeu a CBPA, afirmando que não se trata de uma instituição fantasma e que possui uma estrutura compatível com suas atividades. No entanto, a entidade é acusada de ter realizado descontos indevidos em benefício de segurados do INSS, resultando em um montante de R$ 221 milhões. Os parlamentares estão considerando o pedido de prisão devido a indícios de falso testemunho, evidenciados por documentos que contradizem suas alegações.

O depoente, que recebeu habeas corpus do STF, se negou a responder perguntas que poderiam incriminá-lo e foi orientado a não assinar um termo de compromisso de sinceridade. A situação gera tensão e levanta questões sobre a transparência e a governança das entidades que atuam junto ao INSS. O desdobramento desse caso poderá impactar a credibilidade da instituição e trazer novas implicações para as investigações em curso.

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