O Senado brasileiro instalou a CPI do Crime Organizado nesta terça-feira, 4 de novembro, com a escolha do senador Fabiano Contarato (PT-ES) para presidir a comissão. A votação foi marcada por disputas internas, com a oposição tentando emplacar Hamilton Mourão e Flávio Bolsonaro em cargos de destaque. No final, Contarato obteve 6 votos, enquanto Mourão recebeu 5, consolidando a vitória da base governista na comissão.
As tensões políticas ficaram evidentes durante a formação da CPI, com a oposição criticando a articulação do governo, que buscou garantir uma maioria na composição. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que a comissão está dominada por membros alinhados ao governo Lula, enquanto Contarato defendeu sua escolha, ressaltando sua postura independente. A troca de membros na comissão, como a entrada de Angelo Coronel no lugar de Nelsinho Trad, foi crucial para assegurar a vitória governista.
O surgimento da CPI do Crime Organizado ocorre em um momento delicado para o governo, que enfrenta críticas da oposição e tensões internas. A comissão terá um papel importante na investigação de questões relativas ao crime organizado, e a escolha de Contarato pode influenciar a dinâmica política no Senado. A capacidade do governo de manter a unidade e a confiança na CPI será fundamental para o seu sucesso e para a credibilidade das investigações.

