Conflitos ao longo da fronteira entre Tailândia e Camboja resultaram em um morto por disparos, poucos dias após o colapso de um acordo de paz mediado por Donald Trump. A situação se agravou quando um soldado tailandês perdeu uma perna devido a uma explosão de mina terrestre, levando o primeiro-ministro tailandês a declarar que o cessar-fogo estava ‘acabado’. O acordo havia sido assinado em outubro, após pressões do presidente dos EUA para que os dois países interrompessem as hostilidades.
Os combates entre as tropas tailandesas e cambojanas já haviam causado uma crise humanitária em julho, com 43 mortos e 300 mil deslocados, caracterizando a pior violência na região em uma década. A tensão histórica entre os dois países se intensificou, refletindo uma realidade complexa e instável na área, onde as disputas territoriais são frequentes. A fragilidade do acordo de paz, que já enfrentava desafios antes deste novo episódio, levanta preocupações sobre a possibilidade de um retorno à violência generalizada.
As implicações desse colapso no acordo de paz são significativas, não apenas para as relações entre Tailândia e Camboja, mas também para a estabilidade regional. A situação atual pode afetar a dinâmica política e econômica entre os países, especialmente considerando a intervenção dos Estados Unidos nas negociações. À medida que a violência persiste, a necessidade de um novo diálogo e mediação torna-se cada vez mais urgente para evitar uma escalada do conflito.

