CME em Chicago retoma negociações após longa interrupção de 11 horas

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Na sexta-feira, 28 de novembro, a CME Group, a principal operadora de bolsas do mundo, enfrentou uma interrupção significativa em suas operações, que durou mais de 11 horas. O problema, causado por uma falha de resfriamento nos data centers da CyrusOne em Chicago, impactou a negociação de futuros de moedas, petróleo e outros ativos financeiros, gerando preocupação entre os investidores.

Os volumes de negociação já estavam baixos devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, e a interrupção aumentou o risco de volatilidade no mercado. Especialistas, como Ben Laidler do Bradesco BBI, consideram o evento um sinal negativo para a CME, ressaltando a necessidade de uma infraestrutura de mercado robusta e confiável. Sem acesso a preços ao vivo, muitos corretores se mostraram relutantes em negociar, o que poderia ter consequências financeiras indesejadas.

Este incidente surge mais de uma década após outro problema técnico que afetou a CME, evidenciando a fragilidade das operações digitais. À medida que o mercado se recupera, a confiança dos investidores poderá ser testada, com implicações potenciais para a estabilidade do setor financeiro. O retorno das negociações se deu em um momento crítico, e as repercussões desse evento ainda precisam ser totalmente avaliadas.

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