Uma cabeleireira de Belo Horizonte, identificada como Larissa Nery, tornou-se involuntariamente o centro de uma controvérsia eleitoral na Índia. Sua foto, publicada em um site de imagens gratuitas, foi utilizada para alegar fraudes nas eleições do estado de Haryana, associando sua imagem a registros de eleitores fictícios. Larissa afirma que nunca esteve na Índia e ficou surpresa ao descobrir a utilização de sua imagem em um contexto tão sério.
O escândalo ganhou destaque quando Rahul Gandhi, líder da oposição indiana, apresentou a foto de Larissa em uma coletiva de imprensa. Ele acusou o partido governista BJP e a Comissão Eleitoral da Índia de manipulação, afirmando que 2,5 milhões de registros eleitorais eram irregulares, incluindo duplicidade de nomes e endereços inválidos. Gandhi utilizou slides mostrando a foto de Larissa associada a vários nomes, sugerindo que ela poderia ter votado até 22 vezes em diferentes locais.
Após a exposição, Larissa recebeu um volume inesperado de mensagens e ligações de jornalistas, levando-a a desativar suas redes sociais por medo de represálias. Ela expressou preocupação e confusão sobre a situação, afirmando não conhecer as partes envolvidas no escândalo. O caso levanta questões sobre a segurança e o uso de imagens pessoais em contextos políticos, além de destacar as repercussões inesperadas que podem afetar indivíduos comuns em situações complexas.

