Brasil enfrenta desafio na reabilitação de animais silvestres traficados

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Abrigos em todo o Brasil estão se esforçando para reabilitar milhares de animais silvestres apreendidos de trafico, como a papagaia Loura, que vive desde 2021 em quarentena no Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS), em São Paulo. A situação é alarmante, pois o tráfico não apenas afeta a vida desses animais, mas também dificulta a reintrodução de espécies em extinção, como a ararinha-azul, que agora se encontra dispersa pelo mundo.

Os centros de reabilitação têm enfrentado um aumento no número de animais resgatados, com uma alta de 34% entre 2021 e 2024. Apesar dos esforços, muitos animais não conseguem se adaptar ao ambiente natural após a reabilitação, o que evidencia a complexidade do problema. Além disso, a captura e o tráfico de animais silvestres continuam a ser um grande desafio, gerando um ciclo vicioso que prejudica a fauna nativa.

As consequências do tráfico não se limitam ao Brasil; a ararinha-azul, por exemplo, tornou-se um símbolo da luta contra a extinção, com esforços internacionais para sua preservação. Entretanto, a recente reintrodução de ararinhas-azuis na Bahia falhou devido a um surto de vírus, demonstrando que a luta contra o tráfico de animais e a conservação da biodiversidade requerem uma abordagem integrada e coordenada. Especialistas defendem a necessidade urgente de uma estratégia nacional para combater o tráfico de fauna silvestre no país.

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