Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que, embora os planos para o fim do desmatamento e dos combustíveis fósseis não tenham sido formalmente adotados, o Brasil continua comprometido com essas metas. O país preside o processo multilateral até o final de 2026 e conta com o respaldo de 82 nações, além da sociedade civil e da comunidade científica, para avançar nas discussões sobre clima.
Marina Silva ressaltou que o Brasil já implementa políticas para zerar o desmatamento e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, buscando uma matriz energética com 45% de fontes limpas. Ela também elogiou a participação da sociedade civil na COP30, que atraiu mais de 300 mil pessoas e gerou um ambiente colaborativo nas negociações, algo inédito em contextos anteriores. Silva enfatizou a necessidade de considerar a inclusão de povos tradicionais e a participação das mulheres nas decisões climáticas.
A ministra apontou que o Brasil deve se posicionar como um hub de investimentos verdes, adaptando-se a um cenário global que exige responsabilidade ambiental. A urgência climática é vista como uma oportunidade para um novo modelo de desenvolvimento, que priorize a sustentabilidade e a justiça social. Marina concluiu que essa transformação é um desafio que deve ser enfrentado por governos, empresas e o setor financeiro, visando um futuro mais equilibrado e sustentável.

