O Brasil registrou um novo recorde no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, contabilizando 39,182 milhões de pessoas em outubro, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE. Esse valor representa um aumento de 68 mil vagas em relação ao trimestre anterior e uma elevação de 927 mil postos em um ano, o que sinaliza uma recuperação significativa do mercado de trabalho.
Além do crescimento no emprego formal, o número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado totalizou 13,605 milhões, enquanto os trabalhadores por conta própria somaram 25,903 milhões. No setor público, o total de empregados foi de 12,905 milhões. A taxa composta de subutilização, que mede a utilização da força de trabalho, ficou em 13,9%, mantendo-se no menor nível histórico desde o início da série em 2012.
Esses dados refletem uma tendência positiva no mercado de trabalho brasileiro e podem ter implicações relevantes para a economia do país. A redução da população subutilizada, agora em 15,8 milhões, representa uma queda de 10,1% em um ano, evidenciando uma melhora nas condições de emprego. O cenário sugere que políticas econômicas e sociais podem estar começando a gerar os efeitos desejados na formalização do trabalho.

