Bradesco e Itaú, credores da Oi, recorreram à Justiça para contestar a falência decretada em 10 de novembro de 2025 pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Na petição, os bancos argumentam que a quebra da operadora não é a solução mais benéfica para os credores e pode comprometer serviços essenciais prestados à população, como telefonia e conectividade.
As manifestações estão sendo analisadas na segunda instância, na Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os bancos solicitam a substituição do interventor atual por um novo gestor, com o objetivo de retomar o plano de recuperação judicial e garantir a continuidade dos pagamentos aos credores, afirmando que a falência poderia ser mais prejudicial do que a manutenção da recuperação da empresa.
Os credores destacam que a Oi possui contratos relevantes com empresas de grande porte e presta serviços essenciais a órgãos públicos. A decisão de falência, segundo eles, não levou em conta a possibilidade de uma solução negociada que preservasse a continuidade das operações da operadora e a proteção dos interesses de todos os envolvidos.

