Neste domingo (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro declarou que tentou queimar a tornozeleira eletrônica que utiliza para monitoramento em prisão domiciliar. Segundo um documento do Supremo Tribunal Federal, a ação foi motivada por um momento de ‘paranoia’. O ex-mandatário, de 70 anos, foi levado à prisão no sábado, após danificar parcialmente o dispositivo com um ferro de soldar.
Bolsonaro relatou ter agido impulsivamente, afirmando que a paranoia surgiu em razão de medicamentos que estava tomando. Ele explicou que, no impulso, decidiu mexer na tornozeleira com um ferro de soldar, o que levou à sua detenção por risco de fuga. Essa situação é um desdobramento das medidas cautelares impostas a ele devido à sua condição judicial atual.
As implicações dessa situação são significativas, não apenas para Bolsonaro, mas também para o cenário político brasileiro. Sua prisão e as alegações de comportamento errático levantam questões sobre sua saúde mental e o impacto que isso pode ter em sua base de apoio. Além disso, o caso reabre debates sobre a legislação e os limites da prisão domiciliar para figuras públicas.

