Durante uma audiência de custódia em Brasília no dia 23 de novembro de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro revelou que sua tentativa de violar a tornozeleira eletrônica foi motivada por uma “certa paranoia”. Relatou que a situação ocorreu na madrugada de sexta-feira para sábado e que estava sob efeito de medicamentos, como Pregabalina e Sertralina, que afetaram seu estado mental. Ele acreditava que o dispositivo estava equipado com um sistema de escuta, o que o levou a mexer no aparelho de vigilância.
Bolsonaro contou à juíza auxiliar que, em um momento de lucidez, decidiu interromper sua ação e comunicou aos agentes de custódia que faziam plantão em sua casa. Na ocasião, ele estava acompanhado de familiares e um assessor, que não perceberam sua tentativa de violação do equipamento. O ex-presidente enfatizou que não tinha a intenção de fugir, mas que o surto foi um episódio isolado ligado ao seu estado de saúde.
Esta revelação levanta questões sobre a saúde mental do ex-presidente e o impacto de sua medicação em seu comportamento. A audiência de custódia não apenas destaca os desafios que Bolsonaro enfrenta, mas também pode afetar sua imagem pública e as percepções sobre sua capacidade de lidar com sua situação legal. O desdobramento desse caso pode influenciar futuras decisões judiciais e a narrativa política ao redor de sua figura.

