O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) revelou que 11 ararinhas-azuis, que foram recapturadas no início de novembro, testaram positivo para circovírus, um patógeno que causa a doença do bico e das penas. Essa enfermidade, com origem australiana, apresenta alta letalidade entre psitacídeos, mas não afeta humanos ou aves destinadas à produção. O ICMBio está conduzindo investigações para determinar a fonte da infecção, que se intensificou após a detecção inicial do vírus em maio deste ano.
Vistorias realizadas pelo ICMBio, em colaboração com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Polícia Federal, apontaram falhas nas condições de biossegurança do criadouro onde as ararinhas foram mantidas. A instituição foi multada em aproximadamente R$ 1,8 milhão devido ao descumprimento das normas de segurança. A coordenadora da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias do ICMBio destacou que a falta de rigor nas medidas de proteção contribuiu para a infecção de múltiplos indivíduos.
O manejo das ararinhas-azuis é crucial para sua reintrodução na Caatinga, sendo que a população sob cuidados humanos é a única viável atualmente. O ICMBio, apesar do encerramento do acordo de cooperação com a Associação para Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP), busca seguir com as ações de conservação. O objetivo permanece claro: restabelecer uma população saudável da ararinha-azul em seu habitat natural nas unidades de conservação de Curaçá, na Bahia.

