Ararinhas-azuis no Brasil testam positivo para vírus letal

Rafael Barbosa
Tempo: 1 min.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que 11 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) recapturadas no início de novembro testaram positivo para circovírus, um agente causador de doenças graves em psitacídeos. Esta enfermidade, de origem australiana, é fatal na maioria dos casos e não representa risco para humanos ou aves de produção.

Após a detecção do vírus, o ICMBio instaurou um Sistema de Comando de Incidente para gerenciar a emergência e evitar a propagação da doença, adotando protocolos de biossegurança mais rigorosos. As investigações estão em andamento para determinar a origem da infecção, especialmente após constatações de descumprimento de medidas básicas de segurança no criadouro, resultando em penalidades significativas para a instituição.

O futuro da reintrodução da ararinha-azul na Caatinga está em risco, dado que a população mantida sob cuidados humanos é a única considerada viável até o momento. Com o fim do acordo de cooperação com a Associação para Conservação de Papagaios Ameaçados, o ICMBio deve se concentrar em seguir os instrumentos oficiais de conservação para garantir a sobrevivência da espécie em seu habitat natural, nas unidades de conservação de Curaçá (BA).

Compartilhe esta notícia