A Agência Nacional de Mineração (ANM) está em uma situação crítica, podendo perder até R$ 5 bilhões em arrecadação anual devido à sonegação de royalties. O órgão, responsável pela fiscalização das atividades de exploração mineral no Brasil, não possui recursos suficientes para cobrir suas despesas mensais, que totalizam R$ 500 mil. Essa limitação financeira compromete a atuação da ANM e sua capacidade de supervisão do setor mineral.
A falta de recursos da ANM levanta questões sérias sobre a governança dos recursos minerais no Brasil. Sem a devida fiscalização, há um aumento do risco de sonegação, o que não só prejudica a arrecadação de royalties, mas também pode impactar o desenvolvimento sustentável da mineração no país. A situação reflete a necessidade urgente de uma revisão na alocação orçamentária para garantir a eficiência do órgão.
Diante desse cenário, é crucial que o governo reavalie as prioridades orçamentárias e busque soluções para fortalecer a ANM. A recuperação dos recursos perdidos em royalties é vital não apenas para a saúde financeira do setor, mas também para a promoção de práticas mineradoras responsáveis. O desdobramento dessa crise poderá afetar significativamente a economia brasileira e suas relações com investidores estrangeiros.

