Alexandre de Moraes completa três meses na lista da Lei Magnitsky

Rodrigo Fonseca
Tempo: 1 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, completou recentemente três meses na lista da Lei Magnitsky, em meio a tentativas de intimidação por parte do governo. Sua inclusão na lista, em julho, visava criar um clima de pressão antes do julgamento de Jair Bolsonaro, que culminou em sua condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista.

Apesar da pressão, o magistrado se destacou ao apresentar o voto condutor que garantiu a condenação de Bolsonaro, sendo acompanhado por outros três colegas do STF. Esta situação não apenas reforçou a posição de Moraes na corte, mas também estabeleceu um marco histórico, uma vez que foi a primeira vez que um ex-mandatário enfrentou a lei por ações golpistas. Nesta sexta-feira, o Supremo rejeitou o recurso de Bolsonaro, aproximando-o ainda mais do cumprimento da pena.

Durante esses três meses, Moraes também assumiu a vice-presidência do STF, o que o posiciona para uma futura presidência em 2027, ao final do mandato de Edson Fachin. A trajetória de Moraes reflete um fortalecimento em sua atuação no tribunal, desafiando as tentativas de intimidação e consolidando sua influência na política judicial brasileira.

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