Davi Alcolumbre, presidente do Senado, anunciou que não respaldará a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), feita pelo presidente Lula. Em conversas com senadores, ele expressou que não se considera ‘fiador’ da escolha do governo, intensificando as incertezas sobre a aprovação do indicado. A declaração do senador ocorre em um momento crítico, com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso gerando uma disputa acirrada na Casa.
A resistência de Alcolumbre à indicação de Messias está ligada ao rompimento de relações com Jaques Wagner, líder do governo no Senado. A informação de que Lula teria telefonado para Alcolumbre sobre a indicação foi negada por ele, aumentando a tensão entre os aliados do governo. Além disso, a oposição já se articula para barrar a aprovação de Messias, buscando apoio de parlamentares descontentes com a atual administração.
Com a movimentação de Messias nos gabinetes do Senado em busca de votos, a situação se torna ainda mais delicada. A falta de apoio de Alcolumbre e a resistência da oposição podem complicar sua trajetória rumo ao STF. Esse cenário reflete a divisão política no Senado, que pode impactar a agenda legislativa do governo Lula.

