A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu ao Irã a autorização para realizar inspeções imediatas em seus estoques de materiais nucleares, em especial as reservas de urânio altamente enriquecido. Este pedido foi feito em um relatório confidencial, após a guerra de junho, que teve início em 13 de junho, quando Israel atacou o Irã. A AIEA destacou a urgência da situação, afirmando que perdeu o acompanhamento das informações previamente declaradas sobre os estoques nucleares do país.
O relatório da AIEA indica que, desde o início do conflito, o Irã acumulou 440,9 kg de urânio enriquecido a 60%, quantidade próxima dos 90% necessários para a fabricação de armas nucleares. A AIEA considera esse aumento de 32,3 kg em relação ao mês anterior uma séria preocupação e um indicativo de possíveis violações do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), ao qual o Irã está vinculado desde 1970. A falta de verificação adequada por parte da AIEA nas últimas semanas intensificou as preocupações internacionais sobre o programa nuclear iraniano.
As implicações dessa situação são significativas, pois a AIEA busca garantir que o Irã cumpra suas obrigações internacionais e não avance em direção ao desenvolvimento de armas nucleares. A falta de acesso a informações confiáveis pode prejudicar a segurança global e elevar as tensões na região. Assim, a AIEA reitera a necessidade de inspeções rápidas para dissipar as preocupações e restaurar a confiança nas atividades nucleares do Irã.

