A Caça às Bruxas: História de Medo e Perseguição na Europa e Américas

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Quatro séculos atrás, a Europa e as Américas vivenciaram uma epidemia de medo que resultou na caça às bruxas, onde milhares foram condenados injustamente. Este fenômeno, que se intensificou entre os séculos 16 e 17, foi impulsionado por um arcabouço legal e teológico que legitimava a perseguição, levando à execução de 40 mil a 60 mil pessoas, principalmente mulheres, acusadas de um crime inexistente.

O rei Jaime VI da Escócia desempenhou um papel central nesta história, intensificando a caça e promovendo a publicação de tratados sobre bruxaria. As acusações, geralmente motivadas por descontentamentos sociais e econômicos, alcançaram um pico de paranoia, com julgamentos que frequentemente terminavam em tortura e morte. O pânico se espalhou pela Europa, com a imprensa ajudando a disseminar a ideia de que bruxas eram uma ameaça real e significativa.

Embora a caça às bruxas tenha diminuído a partir da segunda metade do século 17, o impacto cultural e social desse período permanece relevante. O aumento do ceticismo e o advento do Iluminismo questionaram a validade das acusações, levando a uma revisão das legislações. A história da caça às bruxas serve como um lembrete das consequências da superstição e do medo coletivo, ressoando até os dias atuais nas discussões sobre discriminação e perseguição.

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