O Supremo Tribunal Federal (STF) pautou para o dia 7 de novembro o início do julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes. Acusado de violação de sigilo funcional e coação no decorrer do processo, Tagliaferro enfrenta sérias alegações que incluem obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A análise será feita em sessão virtual, um formato que não permite debates entre os ministros, que poderão depositar seus votos até o dia 14 de novembro. A Primeira Turma do STF, que atualmente conta com quatro ministros, terá o relator Moraes à frente do caso. A defesa de Tagliaferro solicitou que o julgamento ocorra em sessão presencial, pleiteando também a sustentação oral em favor do ex-assessor, mas tais pedidos dependem da aprovação do relator.
O impacto desse julgamento pode ser significativo, pois, caso a denúncia seja aceita, Tagliaferro se tornará réu e o processo avançará para a fase de produção de provas e oitiva de testemunhas. A acusação destaca que ele teria agido em conluio com uma organização criminosa, divulgando informações sigilosas com a intenção de comprometer a credibilidade das instituições eleitorais e do sistema de votação. Assim, o desdobramento desta ação judicial poderá influenciar a percepção pública sobre a integridade do sistema democrático brasileiro.

