O setor de moda no Brasil mostra sinais de recuperação em 2025, apresentando um crescimento de 3,9% nas vendas e 7,1% na receita, superando o varejo nacional, que teve apenas 1,6% de aumento. Este avanço ocorre em um contexto de inflação elevada e poder de compra limitado, fatores que ainda restringem a expansão do mercado. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicam uma recuperação gradual após um período de desaceleração.
Embora o setor de moda tenha se fortalecido, a produção na indústria permanece moderada. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) aponta que o segmento têxtil cresceu 4,8% em 2024, mas as projeções para 2025 indicam um crescimento mais contido, refletindo a pressão dos custos de produção e da concorrência internacional. Além disso, o consumo se concentra em nichos específicos, como o varejo digital e marcas sustentáveis, enquanto pequenos empreendedores enfrentam dificuldades na adaptação ao novo cenário.
O papel da Região da 44 em Goiás é crucial para o setor, já que o local se destaca como um polo de moda, atraindo consumidores de todo o Centro-Oeste. Entretanto, os desafios como o custo de insumos e a instabilidade econômica ainda persistem. Para manter a competitividade, é necessário que o Estado invista em logística, capacitação e inovação, aproveitando as oportunidades e consolidando práticas sustentáveis no setor.

