Em 27 de outubro, o rei Charles III, comandante das Forças Armadas do Reino Unido, inaugurou um memorial em homenagem aos militares LGBT+ no National Memorial Arboretum, na Inglaterra. A cerimônia marcou um momento histórico, pois este é o primeiro monumento do tipo no país, simbolizando o reconhecimento das injustiças sofridas por esses veteranos ao longo das décadas.
O memorial, intitulado “An Opened Letter”, foi projetado como uma folha de papel amassada e contém palavras de cartas pessoais que serviram como provas para incriminar indivíduos considerados homossexuais. Desde a descriminalização das relações entre pessoas do mesmo sexo em 1967, a proibição de pessoas LGBT+ nas Forças Armadas só foi revogada em 2000, resultando em demissões e perda de benefícios para muitos militares.
A inauguração do memorial está alinhada com as recomendações de um relatório do governo que analisou o tratamento de veteranos LGBT+. Em 2023, o então primeiro-ministro, Rishi Sunak, pediu desculpas públicas pelo banimento, reconhecendo-o como um “fracasso terrível” do Estado britânico. O monumento representa um passo significativo em direção à reparação e inclusão, com compensações financeiras também sendo oferecidas aos afetados pela discriminação.

