Neste domingo (26), o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) declarou que começará a retirar suas forças da Turquia, transferindo-as para o norte do Iraque. A organização solicitou ao governo turco que tome as medidas legais necessárias para resgatar o processo de paz que foi iniciado há um ano. Este anúncio foi recebido positivamente por Ancara, que o considerou um passo concreto para a resolução de um conflito que já dura quatro décadas.
O PKK, considerado uma organização terrorista pela Turquia, afirmou durante uma cerimônia no norte do Iraque que está realizando essa retirada. Observadores estimam que entre 200 e 300 combatentes estejam envolvidos, e uma foto divulgada pelo movimento mostra 25 deles, incluindo mulheres, após deixarem o território turco. O líder do PKK, Sabri Ok, enfatizou a necessidade de leis específicas para garantir a liberdade e a integração dos militantes na política turca.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ressaltou que o conflito custou a vida de aproximadamente 50 mil pessoas e gerou enormes prejuízos à economia. Com a população curda representando cerca de 20% dos 86 milhões de habitantes da Turquia, o PKK busca agora defender os direitos dessa minoria por meios democráticos, seguindo as orientações de seu líder histórico, Abdullah Öcalan. O futuro do processo de paz dependerá das ações do governo turco em resposta a esses novos desenvolvimentos.

