Maduro busca retirar nacionalidade de Leopoldo López por suposta traição

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O governo da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro, apresentou um pedido ao Tribunal Supremo de Justiça para revogar a nacionalidade do opositor Leopoldo López. A alegação é de que López teria incitado uma invasão estrangeira, o que, segundo a vice-presidente Delcy Rodríguez, configura traição à pátria, em violação à Constituição. No entanto, a revogação da nacionalidade por nascimento é proibida legalmente, levantando incertezas sobre a eficácia dessa ação.

López, que reside na Espanha desde 2020, foi acusado de promover um bloqueio econômico e de convocar uma invasão militar. Em resposta ao pedido do governo, ele afirmou que a medida é uma tentativa de silenciá-lo por expressar o descontentamento de muitos venezuelanos. A situação ocorre em um contexto de crescente tensão entre o governo da Venezuela e os Estados Unidos, que tem criticado o regime de Maduro e suas práticas autoritárias.

As implicações dessa ação podem ser significativas, especialmente em relação à percepção internacional da Venezuela. A oposição e diversos organismos internacionais já questionaram a legitimidade das últimas eleições presidenciais no país, onde Maduro foi reeleito em meio a alegações de fraude. A pressão sobre o governo venezuelano se intensifica, refletindo um cenário de instabilidade política e social na região.

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