Durante uma reunião em Kuala Lumpur, o presidente Lula interveio ao perceber que Donald Trump havia aberto a sala para perguntas de jornalistas. Lula já havia sido avisado por sua assessoria sobre a possibilidade de influenciadores trumpistas estarem presentes, o que poderia gerar provocações indesejadas e moldar a narrativa do encontro. Com isso, o presidente brasileiro buscou impedir que a sessão de perguntas se tornasse uma armadilha para sua imagem.
Ao se deparar com a sequência de perguntas, que incluía questionamentos sobre a natureza da negociação com o Brasil, Lula propôs que a entrevista fosse realizada após a reunião, enfatizando a necessidade de tempo para discutir assuntos importantes. Sua intervenção foi recebida com alívio por sua equipe, que considerou a ação fundamental para evitar qualquer embaraço diante das câmeras. A interrupção ocorreu após cerca de nove minutos de perguntas, momento em que Trump também comentou que a situação estava “chata”.
A atitude de Lula foi elogiada por diplomatas e assessores, que avaliaram que a intervenção foi crucial para manter a reunião focada e evitar que Trump explorasse a sessão de perguntas para criar situações desconfortáveis. A dinâmica do encontro ressalta a importância da comunicação estratégica em eventos internacionais e a necessidade de proteger a imagem de líderes em situações delicadas.

