As Forças de Apoio Rápido, um grupo paramilitar, são acusadas de terem assassinado mais de 2.000 civis desarmados na cidade de El Fasher, na região de Darfur, Sudão, nas últimas semanas. O controle da cidade pelo grupo se deu na semana passada, e desde então, surgiram relatos alarmantes de massacres etnicamente motivados. Vídeos divulgados por ativistas locais mostram um combatente disparando contra civis sentados no chão em pontos em que as RSF têm domínio.
O contexto é alarmante, uma vez que a região de Darfur já enfrenta uma longa história de conflitos e violações dos direitos humanos. As RSF têm sido objeto de críticas intensas por suas ações, que são descritas como parte de uma estratégia mais ampla de intimidação e controle sobre a população civil. O impacto desses eventos pode agravar ainda mais a crise humanitária na região, já fragilizada por anos de violência e desestabilização.
As implicações desse massacre são profundas, podendo instigar uma resposta internacional e pressão sobre o governo sudanês. Observadores temem que a escalada da violência leve a um aumento do deslocamento forçado de populações e a uma nova onda de tensões interétnicas. A comunidade internacional está atenta a esses desdobramentos, que podem alterar o equilíbrio de poder na região e afetar esforços de paz no Sudão.

