Uma empresa associada a obras da Secretaria da Agricultura de São Paulo enfrenta sérias acusações de corrupção, tendo recebido mais de R$ 160 milhões em contratos desde 2023. O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Wagner Rosário, solicitou a suspensão dos pagamentos do programa Melhor Caminho, alegando que a empresa não executou adequadamente as obras contratadas, recebendo 93% do valor total, embora apenas 53% dos serviços tenham sido comprovados.
O histórico da empresa é ainda mais preocupante, com um de seus sócios, que já fez delações premiadas, revelando uma série de irregularidades. Dentre as denúncias, destaca-se um repasse de R$ 289 mil realizado por meio de contratos fraudulentos. Tais acusações motivaram o Ministério Público de São Paulo a abrir 147 inquéritos e instaurar múltiplas ações para investigar os pagamentos indevidos relacionados ao programa.
As implicações desse escândalo são profundas, afetando não apenas a reputação da empresa, mas também a credibilidade das instituições envolvidas na contratação. Após as denúncias, a empresa LBR não conseguiu mais contratos com a Secretaria de Agricultura, mas continuou a operar em outras secretarias, recebendo significativas quantias. A situação demanda uma resposta efetiva das autoridades competentes para assegurar a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.

