Diretor da mini-série sobre ataque ao Bataclan defende filmagem no local

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O diretor Jean-Xavier de Lestrade, vencedor do Oscar, defende sua decisão de filmar uma mini-série sobre os sobreviventes do ataque terrorista de 2015 no Bataclan, em Paris. Ele afirmou que a filmagem no local, onde 130 pessoas perderam a vida, é essencial para retratar com precisão as experiências dos sobreviventes. As críticas de que essa decisão seria ‘indecente’ foram categoricamente rejeitadas por ele, que argumenta que recriar o terror em outro lugar seria uma forma de ‘trapaça’.

De Lestrade enfatizou que a escolha de filmar dentro do teatro foi feita em respeito aos desejos dos reféns, que desejavam que suas histórias fossem contadas no lugar onde tudo ocorreu. A mini-série, composta por oito episódios, se propõe a capturar a essência do trauma vivido, oferecendo uma perspectiva autêntica sobre os acontecimentos. Segundo o diretor, essa abordagem é uma forma de honrar a memória das vítimas e dos sobreviventes.

A controvérsia gerada em torno da filmagem levanta questões sobre a ética na representação de eventos traumáticos. A decisão de filmar no local do ataque pode ser vista como uma tentativa de dar voz aos que sofreram, mas também suscita debates sobre a sensibilidade em relação a tragédias passadas. O projeto continua a receber atenção internacional, à medida que se aproxima da estreia, trazendo à tona a discussão sobre a linha tênue entre a arte e a decência.

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