Os crimes perpetrados durante o Estado Novo, regime de Getúlio Vargas, são lembrados em investigações realizadas por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e pela Comissão da Verdade. Apesar de Vargas ser reconhecido por suas contribuições aos direitos trabalhistas e à modernização da economia brasileira, seu governo também é marcado por repressão severa e tortura contra opositores. Este legado de violência ficou à sombra da memória coletiva, que frequentemente enaltece os avanços sociais da época.
O Estado Novo, que teve fim há 80 anos, é um tema complexo que suscita debates sobre a memória e a justiça no Brasil. As investigações realizadas até o momento não resultaram em punições efetivas para os responsáveis pelos abusos, o que gera um sentimento de impunidade entre as vítimas e seus familiares. A situação levanta um dilema para a sociedade brasileira sobre como lidar com seu passado autoritário e a necessidade de reparação histórica.
A ausência de consequências legais para os crimes do regime Vargas destaca a importância de continuar o debate sobre direitos humanos no Brasil. As lições do passado devem ser lembradas para evitar a repetição de erros semelhantes no futuro. A luta por justiça e reconhecimento das vítimas é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e consciente de sua história.

