CPMI do INSS ouve ex-diretor acusado de receber R$ 2 milhões

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS convocou para esta segunda-feira, 27 de outubro, o ex-diretor de Governança do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alexandre Guimarães. O advogado, que ocupou o cargo entre 2021 e 2023, é investigado pela Polícia Federal por sua suposta participação em um esquema de descontos indevidos nas folhas de pagamento de aposentados. Durante o inquérito, Guimarães é acusado de ter recebido R$ 2 milhões de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o ‘careca do INSS’, atualmente preso por fraudes relacionadas ao INSS.

O escândalo, que foi revelado em uma série de reportagens pelo portal Metrópoles, destaca a gravidade das irregularidades dentro do INSS. Entre março e maio de 2023, Guimarães teria recebido ainda outros R$ 313,2 mil do empresário, o que levanta questões sobre a extensão do esquema e a possível conivência de altos funcionários do órgão. As investigações estão em andamento e visam esclarecer como os desvios ocorreram e quem mais pode estar envolvido.

As implicações desse caso são significativas, com a CPMI buscando responsabilizar os envolvidos e restaurar a integridade do sistema previdenciário. O escândalo já levou à abertura de inquéritos pela Polícia Federal e à demissão de importantes figuras no INSS, incluindo o presidente do órgão e o ministro da Previdência. A continuidade das investigações poderá resultar em novas revelações e ações legais contra outros envolvidos no esquema.

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