A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em 29 de outubro de 2025, o projeto de lei que reajusta o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) para imóveis residenciais e comerciais. A proposta revisa a Planta Genérica de Valores (PGV), que é a base de cálculo do imposto e já havia sido aprovada em primeiro turno. O resultado foi de 30 votos a favor e 19 contra, apesar das críticas de associações de moradores de diversas regiões da cidade.
Com a atualização da PGV, que ocorre a cada quatro anos, algumas áreas da capital poderão ter aumentos de até 90% no IPTU. No entanto, os reajustes serão limitados a 10% por ano, permitindo uma implementação gradual até que o novo valor total seja alcançado. Além disso, o projeto amplia as faixas de isenção do imposto para imóveis de até R$ 150 mil, beneficiando um milhão de contribuintes em São Paulo.
Após a aprovação em dois turnos, o projeto segue para sanção do prefeito Ricardo Nunes e entrará em vigor em 2026. Durante as discussões, a oposição criticou o aumento desproporcional em áreas periféricas, enquanto a base do governo defendeu que a revisão da PGV é uma exigência legal, tendo sido discutida em audiências públicas. A expectativa é que as novas medidas impactem significativamente a arrecadação municipal e a situação financeira dos contribuintes paulistanos.

