Boulos critica Operação Contenção em posse como ministro

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Na cerimônia de posse realizada em 29 de outubro de 2025, o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou a Operação Contenção, que resultou na morte de pelo menos 119 pessoas no Rio de Janeiro. Boulos enfatizou que a raiz do crime organizado não está nas favelas, mas em práticas como a lavagem de dinheiro em áreas como a Avenida Faria Lima, citando a Operação Carbono Oculto da Polícia Federal como exemplo.

Durante seu discurso, Boulos pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da operação, incluindo moradores e policiais. Ele destacou a necessidade de um governo que ouça as demandas da população e que busque um diálogo com grupos variados, como entregadores e motoristas de aplicativos. O novo ministro, conhecido por sua atuação em movimentos sociais, manifestou seu compromisso em trazer a política para as ruas.

Boulos, que tem uma trajetória marcada pelo ativismo urbano e foi eleito deputado federal em 2022, terá a tarefa de articular a relação entre o governo e a sociedade civil. Ele ressaltou que as políticas transformadoras devem emergir de dentro das comunidades e criticou a hipocrisia de quem se opõe ao governo sem apoiar propostas como a taxação de grandes fortunas. O discurso reflete uma abordagem mais inclusiva e voltada para a justiça social em sua nova função.

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