Bartolomeu Rodrigues anunciou sua saída da chefia da Assessoria de Assuntos Institucionais do Distrito Federal na última sexta-feira, 24 de outubro. A decisão ocorreu após o governador Ibaneis Rocha sancionar uma lei que estabelece o ‘Dia da Memória das Vítimas do Comunismo’, gerando reações intensas entre os que se opõem à medida. Rodrigues considerou a sanção como um ato de revisionismo histórico e um imperativo ético para sua demissão.
Rodrigues criticou publicamente a nova legislação, que foi sancionada na segunda-feira, 20 de outubro, e que será comemorada anualmente em 4 de junho. Ele expressou sua determinação em lutar pela revogação da lei, lembrando das verdadeiras vítimas da ditadura militar, como o jornalista Vladimir Herzog, cuja morte completa 50 anos neste mês. O ex-assessor denunciou o que considera uma tentativa de reescrever a história e ignorar o sofrimento real das vítimas da repressão.
No governo do Distrito Federal, Rodrigues também ocupou o cargo de secretário de Cultura e Economia Criativa. Até o momento, o governador Ibaneis Rocha não se manifestou sobre a demissão. A controvérsia em torno da nova lei e a saída de Rodrigues podem impactar o debate político no DF, onde questões ligadas à memória histórica e à violação dos direitos humanos continuam a gerar divisões significativas.

