Favela do Moinho em São Paulo registra 60% de desocupação e escuridão

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

A Favela do Moinho, situada no centro de São Paulo, passa por uma significativa transformação com a remoção de moradores. Desde o início do processo, mais de 60% das famílias, totalizando 537 das 880 mapeadas, deixaram suas casas, resultando em ruas repletas de imóveis vazios e descaracterizados pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). A situação é visível, com crianças brincando em meio a escombros e entulhos, enquanto os antigos lares se tornam um cenário de abandono.

O governo estadual, sob a liderança de Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem promovido essa remoção como parte de um projeto maior para reurbanizar a área. As casas desocupadas são sistematicamente descaracterizadas, com portas e janelas sendo retiradas para evitar novas ocupações. Moradores que ainda permanecem na favela relatam mudanças drásticas no ambiente, com ruas antes iluminadas agora mergulhadas na escuridão e o som vibrante da comunidade sendo substituído pelo silêncio e pelo barulho das obras da CDHU.

As implicações dessa desocupação vão além da perda de lares; refletem uma mudança cultural e social na Favela do Moinho. Com o fechamento de comércios locais e a migração forçada de famílias, a identidade da comunidade está em risco. Moradores remanescentes expressam preocupação sobre o futuro do local, temendo que o silêncio e a escuridão se tornem permanentes à medida que mais pessoas deixam a área em busca de novas oportunidades.

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