A Vale (VALE3) informou nesta quinta-feira (28) que não conseguiu um consenso com a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a União para a repactuação dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás e da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Assim, os contratos prorrogados até 2057 continuam válidos. A empresa reafirmou seu compromisso com as bases gerais para a repactuação estabelecidas em dezembro de 2024, quando se comprometeu a investir até R$ 11 bilhões em melhorias nas concessões.
O impasse ocorre após o governo Lula questionar a prorrogação antecipada dos contratos realizada durante o governo anterior de Jair Bolsonaro. O Ministério dos Transportes notificou a Vale sobre uma cobrança de R$ 25,7 bilhões relacionada à renovação da concessão, alegando que a empresa não deveria ter descontado investimentos não amortizados dos pagamentos ao governo. Apesar das incertezas geradas, analistas do Morgan Stanley mantêm uma perspectiva otimista em relação à Vale, embora considerem que a situação possa impactar o fluxo de caixa e os dividendos da companhia.
A falta de acordo entre a Vale e o governo pode trazer desdobramentos significativos para o setor ferroviário e para os investidores da empresa. A situação levanta questões sobre a viabilidade dos investimentos planejados e a estabilidade financeira da Vale, que já havia se comprometido com um aporte significativo. Com o mercado atento às movimentações, os próximos passos da companhia serão cruciais para determinar seu desempenho futuro e a confiança dos investidores.