A Vale (VALE3) comunicou nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, que não alcançou um consenso com a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a União sobre a repactuação dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás e da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Com isso, os contratos prorrogados até 2057 continuam válidos, mas a empresa já havia se comprometido a investir até R$ 11 bilhões na revisão dos ativos e na otimização das obrigações contratuais.
O impasse surge após questionamentos do governo Lula sobre a prorrogação antecipada dos contratos, realizada durante a gestão de Jair Bolsonaro. O Ministério dos Transportes notificou a Vale sobre uma cobrança de R$ 25,7 bilhões relacionada à renovação da concessão, destacando que a empresa não deveria ter descontado investimentos não amortizados dos pagamentos ao governo. Apesar das incertezas geradas, analistas do Morgan Stanley mantêm uma visão otimista sobre a Vale, embora considerem as notícias marginalmente negativas para a companhia.
As implicações desse impasse podem afetar a geração de fluxo de caixa e o pagamento de dividendos da Vale, trazendo um nível adicional de incerteza ao mercado. A situação destaca a complexidade das relações entre o setor privado e o governo em questões de infraestrutura e concessões, refletindo um cenário desafiador para a mineradora em um ambiente regulatório em mudança.