A Vale (VALE3) informou nesta quinta-feira (28) que não conseguiu um consenso com a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a União para a repactuação dos contratos de concessão das Estradas de Ferro Carajás e Vitória a Minas. Com isso, os contratos prorrogados até 2057 continuam válidos, mas a empresa reafirmou seu compromisso com as bases gerais estabelecidas em um acordo anterior. A Vale havia se comprometido a investir até R$ 11 bilhões para revisar ativos e otimizar obrigações contratuais.
O impasse surge após o governo Lula questionar a prorrogação antecipada dos contratos, realizada durante o governo Bolsonaro. Em janeiro de 2024, o Ministério dos Transportes notificou a Vale sobre uma cobrança de R$ 25,7 bilhões relacionada à renovação da concessão, alegando que a empresa não deveria ter descontado investimentos não amortizados dos pagamentos ao governo. Apesar da situação, analistas do Morgan Stanley consideram as notícias marginalmente negativas, mas mantêm uma visão otimista sobre o futuro da Vale.
As incertezas geradas pelo impasse podem impactar o fluxo de caixa e o pagamento de dividendos da Vale, levantando preocupações entre investidores. No entanto, os analistas continuam a ver potencial na empresa, com uma recomendação neutra para suas ações negociadas na Bolsa de Nova York. O desdobramento dessa situação será crucial para o futuro financeiro da companhia e para sua relação com o governo federal.