O governo da Ucrânia acusou a Rússia de utilizar o grupo Brics para recrutar mulheres com promessas de emprego na produção de drones, que são usados na guerra. A denúncia foi feita pelo Serviço de Inteligência Estrangeira da Ucrânia (SZR) na quarta-feira, 27 de agosto, revelando um esquema que visa jovens de países economicamente vulneráveis. Segundo a investigação, o programa Alabuga Start estaria sendo usado para atrair essas mulheres, oferecendo salários altos e oportunidades de carreira na Rússia.
De acordo com o SZR, as mulheres recrutadas são inicialmente atraídas por ofertas de emprego em áreas como transporte e logística, mas ao chegarem à Rússia, são direcionadas para a produção de drones na região do Tartaristão. O programa Alabuga Start promete aulas de russo, hospedagem e um salário inicial de US$ 541, mas as condições reais de trabalho levantam sérias preocupações sobre exploração e coerção. A denúncia também destaca que acordos foram firmados durante um evento em Moscou, onde a Aliança Empresarial de Mulheres do Brics (WBA) assinou pactos com empresas russas.
As implicações dessa acusação são profundas, pois revelam como estruturas internacionais podem ser manipuladas para fins bélicos e exploratórios. A utilização do Brics nesse contexto levanta questões sobre a responsabilidade dos países membros e a necessidade de vigilância sobre práticas que possam comprometer os direitos humanos. A Ucrânia busca apoio internacional para investigar e combater esse tipo de recrutamento, que pode afetar não apenas a segurança regional, mas também a imagem do grupo Brics como um todo.