Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que mais de 50% das obras públicas financiadas com recursos federais estão paralisadas desde abril. Dentre as 22.607 obras cadastradas, 11.469 estão congeladas, sendo que cerca de 70% delas estão relacionadas a serviços essenciais como saúde e educação. O presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, apresentou os dados durante o lançamento do Painel de Obras Paralisadas.
As obras paralisadas representam um investimento de R$ 34 bilhões, o que equivale a cerca de 27% dos recursos totais, estimados em R$ 127 bilhões. Os estados que mais concentram essas obras são Maranhão, com 1.225 empreendimentos paralisados e R$ 1,5 bilhão previstos; Bahia, com 926 obras e R$ 2,8 bilhões; e Pará, com 889 obras e R$ 2,2 bilhões. Goiás ocupa a 14ª posição na lista, com 424 obras congeladas e R$ 1,2 bilhão a receber.
A situação das obras paralisadas levanta sérias preocupações sobre a alocação de recursos federais e a continuidade de projetos críticos em áreas essenciais. A falta de investimentos pode impactar diretamente a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população, especialmente em saúde e educação. O TCU destaca a necessidade urgente de ações para retomar esses empreendimentos e garantir que os recursos sejam utilizados de forma eficaz.