O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exaltou na quinta-feira (28) a atuação “em conjunto” das forças de segurança na operação Carbono Oculto, que investiga um megaesquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis. Em um vídeo divulgado no X, Tarcísio afirmou que a megaoperação representa um “dia histórico no enfrentamento ao crime organizado”, ressaltando que o trabalho de inteligência teve início após sua declaração no CEO Conference do Itaú, em maio de 2024, quando revelou que o PCC controlava 1.100 postos de gasolina.
A operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Receita Federal, mobilizou cerca de 1.400 agentes em oito estados e tem como alvo 350 pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema criminoso. As investigações revelaram movimentações financeiras de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com o PCC utilizando fintechs como “banco paralelo” para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. O governador destacou a colaboração entre diversas instituições, incluindo Gaeco e Ministério Público Federal, e afirmou que o trabalho conjunto é essencial para derrotar o crime organizado.
Além das ações já em andamento, Tarcísio anunciou que outras medidas serão tomadas, incluindo a aprovação de projetos de lei no Congresso para fortalecer o combate ao crime organizado. A Receita Federal estimou uma sonegação de R$ 7,67 bilhões e a Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos. O governador concluiu afirmando que o governo está comprometido em enfrentar a infiltração do crime no setor de combustíveis e transporte.