Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confirmou que participará por videoconferência de uma audiência da Comissão de Segurança Pública (CSP) marcada para terça-feira (2), às 11h. Ele é acusado de vazar informações do gabinete da presidência do TSE durante a gestão do ministro Alexandre de Moraes e, após o início das investigações, foi exonerado e deixou o Brasil em direção à Itália. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia contra ele por violação de sigilo funcional e obstrução da justiça, enquanto o Ministério das Relações Exteriores solicitou sua extradição ao governo italiano.
O requerimento de convite para a audiência (REQ 18/2025 – CSP) foi aprovado na última terça-feira (26). Além de Tagliaferro, dois juízes do gabinete de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) também foram convidados: Marco Antônio Martins Vargas e Airton Vieira. O senador Magno Malta (PL-ES), autor do pedido, busca esclarecimentos sobre as alegações contidas no relatório “Arquivos do 8 de Janeiro”, publicado pelo jornalista americano Michael Shellenberger e divulgado pela organização Civilization Works. Malta afirma que o documento revela “graves indícios” de abusos de poder e irregularidades no funcionamento do TSE e do STF.
A audiência será interativa, permitindo que cidadãos enviem perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado ou pelo Portal e-Cidadania. O Senado também oferece uma declaração de participação, que pode ser utilizada como atividade complementar em cursos universitários. O evento visa promover transparência e discussão sobre os projetos em tramitação no Senado, além de receber sugestões para novas leis, reforçando a importância da participação cidadã na política.