O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em votação virtual, manter a prisão do ex-jogador Robinho, condenado a 9 anos de prisão por estupro coletivo na Itália. O placar atual é de 6 a 1, com Gilmar Mendes sendo o único a votar pela liberdade do atleta, que está preso desde março de 2024. A análise dos votos segue até sexta-feira (29), às 23h59.
A defesa de Robinho contesta a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a execução da sentença italiana no Brasil. O ex-jogador foi condenado em 2017 pelo estupro coletivo de uma jovem albanesa em Milão, em 2013, e nega as acusações, alegando que a relação foi consensual. O principal argumento da defesa é que a Lei de Migração de 2017 não pode ser aplicada retroativamente a crimes cometidos antes de sua promulgação.
O caso levanta questões sobre a aplicação da lei e os direitos dos condenados. A decisão do STF pode influenciar futuras interpretações sobre a execução de sentenças estrangeiras no Brasil e o tratamento de casos semelhantes. A expectativa é que os votos restantes dos ministros sejam divulgados nos próximos dias, o que poderá alterar o desfecho deste polêmico julgamento.